Não sei você, gestor, mas uma das coisas que mais me traz dissabor é perder um colega de trabalho promissor.
Contratar não é uma tarefa fácil. Por mais que usemos empresas especializadas para localizar profissionais dentro do perfil desejado, conseguir alguém que, no dia a dia, se encaixe nas expectativas e demandas da empresa, seja aplicado e ofereça uma expectativa de desenvolvimento é algo que cada dia se torna mais difícil.
E quando um funcionário promissor (aqueles dos quais reconhecemos grande relevância para o sucesso da equipe), bate à porta, pedindo para conversar e entre na sala com aquela expressão típica, da qual já se dá para identificar o teor da conversa. Neste momento o coração bate mais forte e logo vem à mente: e agora, o que fazer?
De fato, quanto um profissional toma a decisão de sair, é muito provável que alguns sinais já tenham sido notados pelo gestor: dispersão nas reuniões, pouco entusiasmo, momentos de ausências sem uma justificativa, dentre outros. Seguramente não é de uma hora para outra que o funcionário decide buscar algo novo ou dar ouvidos às propostas do mercado.
É um fato que a escassez de talentos oferece um ambiente muito competitivo por talentos. Para retê-los, empresas acabam tendo que oferecer uma promoção ou “bancar” um aumento de salário abrupto não previsto. Alguns funcionários se aborrecem e reafirmam seu interesse de sair da empresa quando se deparam com uma baita proposta para retenção apenas quando comunicam suas saídas.
Fica, então, a pergunta: como enfrentar este cenário de fuga de profissionais promissores?
Pesquisa da Pandapé indica os principais motivos de saída de um talento dentro de uma organização:
- Falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional (30,03%);
- Liderança tóxica (24,46%);
- Salário e benefícios insatisfatórios (24,15%)
- Insatisfação com o ambiente de trabalho (21,36%)
Estes indicadores devem direcionar as ações a serem tomadas pelas empresas que realmente desejam manter seus talentos. Ter um plano de carreira, remuneração e benefícios condizentes com o mercado e a função exercida, ambiente de trabalho saudável (o que depende diretamente do gestor) além de um olhar mais atento às necessidades individuais são elementos fundamentais que agem como uma “vacina” contra a debandada dos bom profissionais.
Propósito, cultura da empresa e inclusão são preocupações também reveladas pelos funcionários. O profissional moderno valoriza muito trabalhar em empresas com responsabilidade social, cujos valores coincidam com os seus.
Portanto, há uma série de oportunidades que as organizações devem trabalho para oferecer um ambientes produtivo, onde seus funcionários tenham orgulho de trabalhar. Com isto, não apenas será mais fácil reter, mas empresas se tornarão alvo de talentos externos ávidos para integrá-las.
